Avaliação de risco: importância e 3 etapas essenciais

A avaliação de risco é um recurso vital para que as empresas possam se preparar para momentos de adversidades. De acordo com a Global Crisis Survey 2021, estudo da consultoria PwC, a pandemia expôs uma série de necessidades de melhoria nas organizações.

Para se ter uma ideia, 95% dos líderes afirmaram que a capacidade de gestão de crise das suas empresas precisa melhorar. Os entrevistados ainda apontaram que as áreas que mais precisam de otimização são justamente gestão de crise e gestão de riscos corporativos.

Embora os resultados claramente tenham sido impulsionados pela imprevisibilidade da pandemia, eles mostram que as empresas devem investir mais nos recursos que lhes permita gerenciar melhor os riscos inerentes aos seus negócios. E, nesse sentido, a avaliação de riscos é indispensável para desenvolver melhores estratégias.

O que é avaliação de risco?

Avaliação de risco é o processo para identificar e mensurar as vulnerabilidades e incertezas relacionadas à empresa, isto é, brechas podem representar ameaças de ordem financeira, operacional, reputacional, de recursos humanos, tecnológica, entre outras.

O objetivo dessa medida é gerar um cenário de maior previsibilidade para o desenvolvimento de projeto e para o consequente atingimento das metas organizacionais. Por conta disso, trata-se de um recurso indispensável para o planejamento estratégico e para a tomada de decisões dentro da empresa.

O processo de avaliação de risco se baseia, sobretudo, nas diretrizes e boas práticas previstas na ISO 31000, que visa dar mais uniformidade e rastreabilidade às atividades de identificação e mensuração de ameaças.

Qual sua importância?

A importância da avaliação de risco para as organizações vai além de resguardá-las e protegê-las de potenciais danos. Dentre os benefícios que justificam sua aplicação, destacamos:

  • Alinhamento entre a estratégia e a tolerância ao risco, ou seja, o quão disposta a empresa está a correr riscos para alcançar seus objetivos.
  • Fortalecimento das decisões, com a definição de ações para identificação, mensuração e mitigação/prevenção de riscos.
  • Redução de prejuízos e incertezas, por meio do estabelecimento de respostas e planos de ação para lidar com as ameaças;
  • Identificação e administração de múltiplos riscos, isto é, de ameaças que podem impactar diversos departamentos ou negócios da mesma empresa;
  • Transformação de incertezas em oportunidades, beneficiando o processo de tomada de decisões e capacitando a organização a identificar oportunidades em meio às ameaças (riscos positivos);
  • Otimização do capital, uma vez que se há mais clareza sobre os investimentos necessários para combater as incertezas, reduzindo desperdícios e insuficiências;
  • Apoio ao programa de compliance, já que uma dos aspectos que devem ser mapeados são as mudanças e atualizações em leis e controles governamentais.

Todas essas vantagens juntas têm um importante papel para a competitividade dos negócios, pois ajudam a tornar a operação mais estratégica e, como vimos, mais previsível. Com isso, a empresa ganha na sua capacidade de encarar cenários adversos e consegue destacar-se da concorrência.

As 3 etapas de avaliação de risco

De acordo com a ISO 31000, o processo de avaliação de risco possui três etapas essenciais. São elas:

Identificação

Nesta etapa, o foco está em investigar, reconhecer e descrever os riscos apontando onde, quando e por que ocorrem. É preciso considerar as fontes de riscos, as áreas impactadas, os eventos que podem decorrer deles, suas causas e as consequências para a empresa.

A coleta dessas informações vai depender da organização e da sua estrutura interna, mas podem ser utilizados desde reuniões de brainstorming com as equipes, listas de verificação e até ferramentas que ajudem na identificação de red flags.

Análise

Uma vez que os riscos foram identificados, é preciso analisá-los. Nesta etapa, a empresa deve buscar entender a natureza e o nível de risco.

O grau de cada ameaça vai depender da relação entre a probabilidade de que ela ocorra e a gravidade das suas possíveis consequências. Quanto mais provável é prejudicial o risco, maior deve ser a prioridade dada a ele.

A definição dessas duas variáveis deve ser feita com base em dados concretos, que reflitam a realidade, e não em suposições. Por isso, podem ser consultadas fontes como registros de períodos anteriores, experiências prévias da empresa, consultas públicas, experiências, pesquisas de mercado, entre outras.

Durante a análise, também deve-se avaliar a efetividade das medidas de controle já existentes, averiguando o quanto elas realmente interferem ou não para tratar um determinado risco.

Para isso, é necessário responder quais medidas existem, com que frequência são aplicadas, qual o nível de intervenção manual que elas exigem e se há possibilidade de automação.

Avaliação

A última etapa do processo é a própria avaliação de risco em si. Com todas as ameaças conhecidas e analisadas, o que deve ser feito é comparar os resultados com os critérios estabelecidos para estipular se aquele risco é aceitável ou não.

Via de regra, existem quatro decisões que podem ser tomadas a partir dessa avaliação: evitar, compartilhar, mitigar ou aceitar os riscos.

Ou seja, a etapa de avaliação de risco é fundamental para guiar a tomada de decisão na empresa e determinar a prioridade com que os riscos devem ser tratados.

Lembrando que o tratamento consiste na definição de medidas que têm por objetivo modificar o nível do risco, eliminando-o, reduzindo-o ou controlando-o.

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